Conceituando #3 – One-shots

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Olá, Novelanders!! Aqui quem escreve é o Simas. Pra quem não me conhece (já que não me apresentei no meu primeiro post 😅), sou revisor da Saga da Valquíria do Infinito. Há algum tempo eu escrevi um post explicando um pouco sobre Mitologia Nórdica, e hoje venho trazer mais um Conceituando, dessa vez sobre One-shots.

O que são? Onde vivem? De que se alimentam? Vamos ver agora…

http://gph.is/XGqfwi
Um tiro certeiro

Mas o que é one-shot?

Este termo de nome em inglês tem tradução literal como “Um-Tiro“. Porém acalme-se, pois ninguém está armado aqui, talkei? A denominação japonesa seria a mais adequada: “yomikiri” ( 読み切り), com o acrônomo “yomi” representando “independência”. A expressão simboliza que o texto ou mangá é publicado como sendo um capítulo só, independente de um contexto maior. Em alguns casos, este capítulo/episódio pode ser bastaaante extenso, o que leva a ser publicado em partes. Mesmo assim, caso seja publicado em partes, não significa que a obra seja uma série.

Quanto a regras de tamanho ou estilo: não há regras. De toda forma, one-shots têm, em média, de 15 a 60 páginas (isto quando se trata de mangás; no caso de apenas textos essa quantidade é reduzida). Em grande parte, por serem dedicados a uma leitura rápida, tratam de assuntos cotidianos, estilo Slice of Life. Mas isto varia muito de autor para autor e de obra para obra.

https://giphy.com/gifs/naruto-manga-87hGP29vZsV3i
Um tiro quase certeiro

E o que one-shots têm de interessante?

E eis que você se pergunta: quais são as vantagens disso? Bom, minha cara leitora, meu caro leito, aqui estão listadas algumas:

  • Inspiração de momento: Nem todos os autores são extremamente criativos o tempo inteiro ou Máquinas de Escrever. A inspiração surge em momentos pontuais. Sendo assim, nos “instantes de iluminação” um escritor/mangaká pode desenvolver um texto curto que apresenta a ideia, inicia e fecha uma narrativa de forma direta em leitura rápida, sem grandes preocupações em continuar a história. Ou, caso se inspire mais enquanto desenvolve o texto, pode continuar sua obra, como veremos mais adiante.
  • Oportunidade para amadores: One-shots são bons “cartões de visita” do autor. Isto tanto para as editoras, quanto para o público em geral. A partir da leitura rápida do one-shot, é possível identificar características que evidenciam estilo e qualidade do autor, levando os leitores a se interessarem mais (ou não) por outras obras.
  • Demonstração de uma possível obra maior: Por ser um “petisco” de portfólio, diversas editoras fazem concursos como jeito de oportunizar a visão de novos autores e servir como grande pontapé de reconhecimento para quem está iniciando na escrita. Por conta disso, muitos one-shots apresentam ideias com alto potencial atrativo e acabam sendo como “episódios piloto” para uma série de diversas temporadas…

Além disso, one-shots também são produzidos por autores veteranos, o que pode revelar inovação na escrita e tentativa do escritor/mangaká em explorar outros conteúdos. No entanto, alguns lançamentos isolados, mas que ainda têm relação com um universo maior, os quais são spinoffs ou gaidens.

Death Note GIF - Find & Share on GIPHY
Escrever, escrever, escrever…

E quais são exemplos de one-shot?

Diversos dos mangás e animes mais populares atualmente (principalmente da Shonen Jump) surgiram a partir de one-shots. Com o interesse das editoras e do público, foram entendidos os potenciais dessas obras e estendidas para vários volumes. Podemos citar:

  • Dragon Ball: foi derivado do one-shot Dragon Boy, após inúmeras tentativas de Akira Toriyama em emplacar uma nova série após o término de sua Dr. Slump.
  • Naruto: desenvolvido a partir de dois one-shots de Masahi Kishimoto; Karakuri (de 1995) e Naruto (de 1997).
  • One Piece: simplesmente o mangá mais vendido da história (com mais de 450 milhões de exemplares), de autoria de Eiichiro Oda.

Além destes, outros destaques são Death Note, Beserk, Shingeki no Kyojin… A lista é extensa.

E mesmo nos mais simples (menos populares), podemos encontrar boas ideias. Um exemplo é Pulp Girl, o qual, mesmo sem falas, consegue ser exótico e bizarro. Ou Mokyu que, em 4 páginas, consegue apresentar um enredo bonito e personagens carismáticos.

E se você também tem pretensão de escrever (ou se já desenvolveu algo sobre) one-shots, mande para nós da Noveland! Estaremos dispostos a analisar, dar feedback e publicar suas ideias mirabolantes 😀


Isso é tudo, pessoal! Espero que tenham gostado. Leiam muito e até a próxima 🙂

http://gph.is/YZt1c0

Gustavo Simas

Revisor na Noveland

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